sábado, 9 de fevereiro de 2013

Vem Salvador do Mundo


Vem Salvador do mundo
Jesus fonte de vida,
Trazer o homem velho
Às fontes de água viva.

No seio de águas puras
Pela força do Altíssimo
A Igreja mãe fecunda, 
Gerou-nos para a Vida.

Jesus, Luz verdadeira,
Que brilha neste mundo,
Aos cegos de nascença
Vem dar a luz da Glória.

As trevas do pecado
Na água se dissipam.
Jesus nos ilumina
Na fonte do batismo.

Jesus, Filho de Deus,
Ressurreição e Vida,
Aos mortos pelo pecado
Conduz à Vida eterna.

O homem sepultado
Nas águas do batismo
Pelo Espírito da Vida
Em Cristo ressuscita.


Aqui está a minha harmonização de um hino para o Tempo da Quaresma de F. Santos já muito conhecido e utilizado. Adequa-se a vários momentos da celebração da Eucaristia, sobretudo acompanhando o Ofertório ou depois da Comunhão. Também pode acompanhar a Imposição das Cinzas na Quarta-feira de Cinzas, ou celebrações penitenciais. 

Deixo também uma partitura com a mesma harmonia, mas com o acompanhamento de órgão.

Espero que gostem!



Coro

Órgão


sábado, 8 de dezembro de 2012

O Verbo Fez-Se Carne


No princípio...
No princípio o Verbo existia...
No princípio o Verbo estava com Deus...
No princípio o Verbo era Deus.
E quando o tempo chegou ao seu termo:
o Verbo incarnou, no meio de nós.
E nós vimos a sua Glória!

O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós!
Nasceu na terra o nosso Salvador!
Aleluia!


Deixo-vos um Cântico Processional para o Tempo do Natal, inspirado nos primeiros versículos do Evangelho de São João. Bem sei que o texto não é literalmente de nenhuma das antífonas para o Tempo do Natal, mas penso que adequa bem às celebrações da Missa da Noite e do Dia do Natal do Senhor ou da Festa da Sagrada Família. 

A antífona está pensada para coros habituados a cantar a vozes mistas. Pode, se necessário, ser executada a capella, sobretudo se não for possível executar o que está proposto para o órgão. Nestes casos chamo especial atenção à mudança de tonalidade entre os compasso 21 para o 23 e depois entre os compassos 29 e 30, que podem levar o coro a descer a afinação. Esta secção, entre o compasso 22 e o 29, é marcadamente diferente, numa tentativa de expressar a marca que teve na história do Homem a Incarnação do Verbo de Deus. Deve, por isso, ter uma interpretação mais marcada e menos ligada que as restantes. 

Das duas notas para o Soprano, que deixo no final da antífona, a de maior importância é a mais grave, devendo a mais aguda ser apenas cantada se possível e por um pequeno grupo que a consiga cantar com conforto.

Relativamente à registação do órgão, não quero fixar as escolhas dos organistas, mas peço que sejam escolhidas três registações, que alternem para cada dinâmica do órgão piano, mezzopiano e forte e que não seja utilizado o pedal de crescendo

Deixo-vos também uma partitura somente com o refrão e os versículos e sem órgão.

Espero que gostem!




Partitura Completa


Refrão e Versículos

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Levanta-te, Jerusalém


Levanta-te, Jerusalém! 
Sobe as alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.
Levanta-te, Jerusalém!

Deixo aqui mais um cântico para o tempo do Advento. Desta vez um cântico processional, apropriado para acompanhar a Procissão de Comunhão do II Domingo do Advento. 

Tentei fazê-lo simples e acessível a todos os coros. O refrão tem uma pequena secção a vozes e os versículos são a quatro vozes mistas, com uma pequena coda no final. A harmonização coral pode perfeitamente ser utilizada como acompanhamento do órgão.

Para os coros que cantam a vozes iguais, a divisão de vozes é óbvia no refrão. Os versículos não foram pensados originalmente para este tipo de coros, mas é possível cantá-los a duas vozes iguais, seguindo a melodia do Soprano e do Baixo.

Os coros a vozes mistas devem executar a secção a vozes do refrão do seguinte modo: o Soprano segue a melodia aguda, a melodia da Assembleia; o Alto segue a melodia grave até à divisão a três vozes em que segue a voz intermédia; o Tenor segue a melodia aguda, excepto quando o coro canta a quatro vozes, altura em que canta a voz intermédia mais aguda (a nota lá na sílaba "Deus"); e o Baixo segue sempre a melodia mais grave. 

Espero que gostem!






quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quando virá, Senhor, o dia


Quando virá, Senhor, o dia
Em que apareça o Salvador;
E soe o brado de alegria:
Nasceu no mundo o Redentor.

Filha dos Reis, ó Virgem Pura,
Mostra-te sai da escuridão;
Deus, para salvar a criatura
Quer ter em ti sua mansão.

Tristes mortais, de Adão nascidos,
Da árvore má, ramo infeliz;
Eis quantos bens são prometidos
Por Deus que nunca Se desdiz.

A lei da graça trá-la em breve
O nosso Deus Libertador;
Obedecei que é jugo leve,
Jugo de Pai, de Bom Pastor.

Derramai ó Céus, lá de cima o vosso orvalho.
Mandem-nos as nuvens o Justo.

Aproxima-se o tempo do Advento. Apresento um hino onde tentei combinar um pouco da tradição popular portuguesa, presente na melodia e na escolha do texto para as estrofes, com a tradição do canto gregoriano. Os mais atentos terão reconhecido a melodia gregoriana do início da antífona Rorate Coeli. 

Adequa-se a vários momentos da celebração: cântico de entrada, sobretudo no IV Domingo devido ao refrão, mas também pode acompanhar a procissão das ofertas ou o acender das quatro velas da coroa de Advento. 

O ponto alto das estrofes é o final do terceiro verso. Segue-se um uníssono, no início do quarto verso que deve ser piano. Esta dinâmica deve estender-se até ao final das estrofes. 

Espero que gostem!






quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Presépio de Alma


Ao longe, o cais de desembarque,
Barco ligeiro, voando ao sabor do vento norte
Casa distante acenando triste
Durante a neblina que persiste
Exilada no acaso à sorte.

Faço o deslumbramento onírico de imagens ténues
Guardar o Presépio em minha Alma
Hei-de alcançar a neblina... Doce e transparente calma!
Inventarei um menino só meu,
Juntarei José, Maria e raios vindos do Céu!

Lá não faltará ninguém
Montes e vales, colinas se atravessam
Nada entristece esta noite
Onde em Belém distante
Pisca ainda cintilante
Qual pirilampo itinerante
Rente aos que em Cristo esperam...

Suave, a Estrela da Manhã.
Tenha eu voz para cantar
Um mundo novo iluminado
Vida em Cristo, Céu amado
Xaile de cristal para amainar
Ziguezagues indefinidos da ondulante luz vã.

Escrita na forma de hino, tentando criar o ambiente onírico que o texto sugere, aqui está a proposta vencedora do Concurso Ad Antiphonarii Aniversarium 2012 com texto de Nuno Cerdeira. 

Esta obra foi pensada sobretudo em torno de ambientes harmónicos e muitas vezes as melodias isoladas podem parecer desinteressantes. Por isso, não deve ser interpretada somente a uma voz. Fica uma proposta para acompanhar as procissões de ofertório do Tempo do Natal. 

Espero que gostem!